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Neuromarketing ou Neurobobagem?

A crescente onda das área de neuro alguma coisa e verdade sobre os fatos!

Já faz um bom tempo que vejo diversas pessoas falando que o Neuromarketing é uma modinha ou então que é pura enganação e manipulação.

Infelizmente é bastante comum que as pessoas rejeitem o que é novo, mas principalmente rejeitem aquilo que as faça se sentir ameaçadas de alguma forma.

É importante entender que o Neuromarketing é a junção do marketing com a neurociência, de forma a utilizar o entendimento do funcionamento de cérebro e da fisiologia do corpo humano a fim de compreender as preferências do consumidor e seu processo de decisão.

O Neuromarketing se baseia nas descobertas da ciência, desde a genética, entendendo a influência dos genes nas decisões e atitudes, exames com eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética funcional (RMF), para saber quais áreas do cérebro são responsáveis por processar cada sensação mediante o estímulo de um produto, até o Eye Tracking para identificar para qual parte de uma anúncio ou de uma gôndola o cliente está olhando, sem ter que perguntar para ele e obter uma resposta cheia de filtros emocionais e equívocos.

Tudo isso para poder aplicar verdadeiramente o conceito de marketing cujo objetivo é identificar e satisfazer as necessidades dos consumidores, melhor do que a concorrência em um prazo adequado a um preço justo.

O Neuromarketing veio para acabar com os “achismos” do marketing tradicional a cerca do que funciona ou não funciona em uma comunicação e uma concepção de um produto.

As descobertas dessa ciência, indicam que o cérebro consome 25% de todas as calorias ingeridas por uma pessoa e quanto mais raciocinamos, mais consumimos energia. 

Nosso cérebro possui 86 bilhões de neurônios, sendo que 16 bilhões estão no neocórtex, fazendo o processamento consciente, analítico e racional das nossas decisões.

A saída encontrada pela nossa biologia, para consumir menos energia, está na automatização de todos os processos repetitivos e já conhecidos, de forma que o cérebro inconsciente, compostos de duas grandes áreas chamadas de sistema límbico e sistema repitiliano, possa tomar decisões automaticamente em 85% do tempo, economizando assim energia. 

Se utilizássemos o nosso cérebro de forma mais consciente do que os atuais 15%, teríamos que comer muito mais e provavelmente não conseguiríamos escapar dos perigos que possam colocar em risco nossas vidas, pois se ao invés de agir de forma inconsciente e automática, para fugir de acidente de carro, tivéssemos que pensar no que fazer, não teríamos tempo de analisar e reagir a situação, por isso temos um amplo sistema de defesa automático, chamado de amígdala cerebral, que funciona como um botão do pânico diante de um perigo, fazendo com que todo o corpo reaja automaticamente para lutar ou fugir em busca da sobrevivência.

Dessa forma, atuar somente a partir dos conceitos de marketing criados nas décadas passadas, focadas para atuar de forma racional e consciente, significa que estamos falando comente com 15% do cérebro do consumidor. Estamos deixando 85% da decisão do cliente de fora da nossa comunicação e planejamento de marketing.

Ou seja, se você como profissional de marketing, propaganda ou profissional de negócios ainda está atuando sem considerar as descobertas do Neuromarketing, não se surpreenda se suas estratégias não funcionarem, pois tenho certeza que é bastante difícil obter êxito utilizando somente 15% da capacidade cerebral dos clientes para convencer que seus produtos são bons.

O Neuromarkeitng veio para ficar e até o Kotler já disse isso em entrevista para revista Exame em 2015.

Lembre-se que entender sobre Neuromarketing pode significar a diferença entre vencer ou perder!

Abraço!

Prof. Tiago Cavalcanti Tabajara, PhD(c)

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